A creatina é um composto naturalmente presente no organismo, armazenado principalmente na musculatura esquelética na forma de fosfocreatina, onde participa diretamente da regeneração rápida de ATP, a principal molécula de energia das células. Por isso, ela é uma das substâncias mais utilizadas para melhorar o desempenho em exercícios de curta duração, alta intensidade e explosão, como musculação, sprints, saltos e treinos de força.
Entre as diferentes apresentações existentes no mercado, a creatina monohidratada é a forma mais estudada na literatura científica. As evidências mostram que a suplementação aumenta os estoques musculares de creatina e fosfocreatina, favorecendo melhor desempenho durante esforços repetidos e contribuindo para adaptações de treino mais eficientes ao longo do tempo.
Quando associada ao treinamento resistido, a creatina pode contribuir para ganho de força, melhora do rendimento físico e aumento de massa magra. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 encontrou melhora significativa da força de membros superiores e inferiores em adultos com menos de 50 anos quando a creatina foi combinada com treinamento de resistência.
Além do contexto esportivo, a creatina segue sendo estudada em outras áreas, inclusive cognição. Até o momento, as evidências sugerem possível benefício cognitivo em alguns contextos, mas ainda são consideradas insuficientes para conclusões definitivas em adultos saudáveis.